Todos os dias em seu caderno escrevia, era inevitável, uma música, um lugar, uma lembrança, e tudo trazia a lembrança dele, e ela escrevia, versos, músicas, textos, em um pedido que ele voltasse, que tudo voltasse como era antes quando ela fechasse os olhos e voltasse a abri-lo. Para ela não havia outro caminho a não ser o que traçava até ele, todos os dias ela acordava e olhava para o espaço vazio que tinha em sua cama em sua frente, faltava ele, faltava seu calor que a aquecia nos invernos mais rigorosos, sua voz que fazia ela acorda com um sorriso no rosto, faltava um mundo, o dela, no qual era ele. Ela sofria de amor, estava doente de amor, sentia um vazio em seu peito e a cada dia que passava tinha a sensação que não tinha mais nada para ela fazer nesse mundo a não esperar por ele. Ele que era seu grande amor, príncipe que criou seu conto, partiu em um cavala negro para longe de seu alcance. Ela o amava, mais que a si própria, sendo capaz de derramar sangue por ele, e doa sua vida pela a dele. Ele era sua vida, sua segunda vida, sua alma gêmea, como as estrelas ela dizia que seu amor foi traçado por elas e que o universo tornaria seu amor eterno e infinito como ele. Mas não foi, nas badaladas do relógio ao dá meia noite o conto se desfez, a carruagem voltou ser abobora, seus cavalos em ratos, seus sapatinhos se partiram e viraram cinzas, seu príncipe subiu em seu cavalo e correu para longe a deixando ali em meio de lembranças e saudades e pedindo para que ele voltasse, para que voltasse a ama-la. Ela nunca o esquecerá, ela prometerá, dissera que todas as noites pedira que cuide dele, que a lua o guie e não deixe que ele se machuque, que as estrelas o ilumine, todas as noites ao se deita ela olha para aquele vazio em sua cama e fala “Boa noite me querido amor”, e diz que o amará até que a morte venha a buscar, até que nada mais exita e que sua alma não esteja mais em vida.

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