A chuva não era mais um incomodo, a tristeza já havia tomado conta de seus dias. Ela não queria mais viver, acordava todas as manhãs e preferia fica ali entre lençóis e cobertas esperando que talvez a morte tivesse piedade de sua alma e a levasse contigo para o mundo sem vida. Ela não tinha mais vontade de nada, para ela quem dera que seus pulmões se cansassem e parassem de respira, ou que seu pobre coração para que parasse de sofre, dormisse em um sono profundo e não batesse mais. Ela havia perdido o sentido a vida depois daquela briga na qual ele prometeu nunca mais volta e que desejasse que eles nunca estivera juntos, peças de dominó caíram sobre a mesa, como um devasto terremoto, tudo se desmoronou sobre ela, e ele partiu sem ao menos olhar para trás e vê-la debaixo dos escombros. Dias e noites seu choro era o único que quebrava o silêncio daquela casa, as paredes continuará brancas ainda mais sem vida, as recordações e fotos espalhadas pelo o chão, a louça suja, e no sofá a almofada que foi abraçada pela última vez por ele, seu cheiro ainda estava lá, ela se jogou em sua dor, caminhou até o abismo como se fosse se entrega a algo que lhe traria vida, ela dançou como uma valsa a última que eles dançaram debaixo da chuva, e com seus olhos fechados saltou-se nos braços de sua dor, deixando seu coração derramar um rio de sangre, e marca em seu peito cicatrizes que jamais desaparecerá. Todas as noites ela chora abraçada ao travesseiro implora que seu amor volte para seu braços.

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