Era inevitável. Meus olhos não conseguia desviar de seu sorriso. Se mergulhavam como um navegante aventureiro em um lago de piranha, e flutuavam em seus cabelos. O fogo da paixão, em longos cachos ruivos que caiam em seus ombros. Seus lábios rosados diziam em silêncio ‘Nunca fui tocado’, e no frio ficavam como sangue. Sua pele branca que a neve invejava por ser mais pálida que ela. Doce como Julieta, tão pura e delicada como a rosa que colho em meu jardim. Bela, como és bela, se sonhasse que a vejo todas as noites olhando para lua, pergunta-se como a lua pode ser tão bela, não a olharia mais. Em secreto que te amo e a tenho em meus braços, em um sonho quando me deito e me acordo em choros. Como a amar? Se minha pessoa nem existirá para ti? Amo como uma paixão de um louco, como um cego que sonha em ver o sol, a amo com cada gota de meu sangue e cada batida de meu coração…
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